Acelerar ou não acelerar?

Atualizado: Jun 3

Recentemente fomos surpreendidos com o WhatsApp. Ele liberou uma função de acelerar áudio nas trocas de mensagens. A possibilidade de acelerar áudios - e até podcasts e filmes - já era possível, através de aplicativos complementares, como a Netflix que foi duramente criticada pelos cineastas de Hollywood.


Tem muita gente que está curtindo e tem gente que ainda não sabe, mas e o que isso diz sobre nossa sociedade? Sobre cada um de nós?

Em um mundo cada vez mais acelerado, atarefado e sem tempo, a chance de "acelerar", ganhar tempo, otimizar e "não perder nada", pode parecer algo complementar a nossa rotina. mas não podemos esquecer que é este mesmo mundo que está deixando as pessoas cada vez mais exaustas, tirando qualquer tipo de possibilidade de pausa e respiro, como se descansar ou “ficar a toa” não fosse algo necessário para nosso corpo e mente.


Ao integrar essas funções a nossa rotina, de alguma forma não estaríamos contribuindo cada vez mais com isso? E no caso dos áudios do WhatsApp, como ficam as relações de troca? Pois quando você acelera a fala de alguém, onde entra a verdadeira escuta, a verdadeira atenção?


É possível ter qualidade nas relações fazendo isso? Acelerando? Além da voz original, o que mais se perde? Você chegou a questionar tudo isso ou simplesmente aderiu a essa função e saiu usando?


Nós queremos lhe convidar a refletir sobre o impacto que essas “necessidades” trazem. Em como elas implicam na forma como você se relaciona e consome os conteúdos por ai. Conta pra gente seu ponto de vista, queremos muito saber.

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